Liberdade de Imprensa: mais fácil perdê-la do que conquistá-la

Do Jornal La Nación da Argentina para a bancada de fechamento do 7º Seminário ExxonMobil IETV de Telejornalismo. Reflexões, esclarecimentos e um despertar para a realidade foram a marca da palestra do jornalista Adrián Ventura, que prendeu a atenção do público por cerca de uma hora.

Acompanhado do presidente do IETV, Nelson Hoineff e do organizador do Prêmio Esso, Ruy Portillo, Adrian expôs um tema por ele considerado sensível: “O Poder Público e a Liberdade de Imprensa nas Televisões da América Latina”.

Segundo Adrián, gozamos de uma ampla liberdade nos veículos de comunicação – o que não nos exime de dosar um ou outro conteúdo apresentado -, diferentemente do que acontece nos outros países latinos, com exceção ao Chile.

Foi possível observar que em alguns estudantes, as opiniões convergiram para o direito de poder noticiar toda a verdade sem qualquer tipo de represália, como vemos no depoimento do estudante de jornalismo Gabriel Andrezo do 5º período da FACHA: “Liberdade de Imprensa é poder colocar na mídia o que muita gente de poder não quer que apareça e que tenha responsabilidade sobre situações cotidianas.”

Mas, com o desenrolar da palestra, observamos alterações nas declarações, como comentou a estudante Etiene Martins do 3º período de jornalismo do Centro Universitário UNA de Belo Horizonte: “Sempre achei que tudo pudesse ser publicado enquanto autônomos e com o advento da internet, mas escutando o Adrián, vi a importância de selecionarmos as palavras e as matérias. Somos, para muitas pessoas, formadores de opinião, e que mesmo com o direito de contar a verdade, devemos saber como fazê-la para não rotular a noticia com um caráter manipulador.”

Combinando perguntas da platéia e esclarecimentos de Adrián Ventura, Nelson Hoineff e Ruy Portillo, chegamos a uma discussão riquíssima de informações e conceitos importantes para a formação de jornalistas, o que nos fez entender um conhecido lema: “É mais fácil perder a Liberdade de Imprensa que conquistá-la”, quando o principal responsável por isso, é a sociedade que define o que quer ler ou escutar.

*Jacques Magalhães (estudante de jornalismo e monitor do seminário)

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